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Saudades!

on out28 2008

Saudade daquele tempo que ao acordar abríamos a janela e víamos as crianças pelas ruas brincando, do tempo que os jovens gostavam de ouvir as histórias dos avôs e as melodias que eles lembravam e cantavam com tanta emoção pra gente.
Lembro-me que meu avô sentava-se no chão e os netos ouviam atentamente suas histórias e suas aventuras, aprendíamos ao ouvir todas as experiências por eles vividas.
Meu avô adorava contar contos de terror, tinha minha bisavó a chamávamos de Vó do pito, ela fumava cachimbo com seus 98 anos, é contava as coisas como se tivesse acontecido naquele dia com muita perfeição.
Saudade do respeito que tínhamos pelos vizinhos e amigos de escola, pela família, isso
Sempre foi ensinado para nos, respeitar os mais velhos sempre.
O idoso não era um encosto, ele era a sabedoria em pessoa, a experiência que todos queriam ter, aos domingos o almoço na casa da vovó era sagrada, nunca ninguém deixava de lado, era o dia da família se reunir e chorar, rir, assistir o programa do Silvio Santos, que pra mim até hoje acho que ele também faz parte da minha família, afinal ele estava lá todos os domingos com nos, para fazer rir e ate mesmo chorar quando alguma noticia triste ele dava pela TV.
O chá da tarde com bolinho de chuva eram tudo tão perfeito, e o natal, nossa! Era tudo de bom, todos juntos, todos sem nenhuma exceção.
Hoje muitos acham perca de tempo reunião de família, porque irmãos não se dão, pais que não se olham, o que falta para acabar com as famílias que tanto se amavam.
Os casados tinham seu dia para jantar, ir ao cinema, sentava-se na mesa pra jantar todos juntos sempre em família.
Hoje parece sacrifício ouvir o marido a esposa, ouvir os problemas dos filhos, não há tempo para o amor em família, e todos em cômodos diferentes, nunca estão juntos, não se troca conversas, parecem todos os robôs do novo mundo frio.
O amor de um casal era intrigante, havia romance, interesse, Hoje a maioria vira-se como pode, pessoas carentes pra todo lado, hoje procuramos alguém que nos escute, que nos deixe chorar no seu ombro, que nos admirem pelo que somos, e quando achamos está pessoa idealizamos, porque foi a única que te ouviu e sabe da sua dor,
“As” vezes alguns familiares se reúnem mas não a dialogo, senta-se na frente da TV, e nada de conversa, a novela o jogo a política tudo é mais importante do que o dialogo em família.
O que precisamos para voltar a ter a mesma alegria do passado, será que ainda existe alguém que queira amor de verdade, ser cúmplice em tudo, não só pra um, mas pros dois, aquele amor que dói no peito uma saudade.
Existe ainda quem mereça este tipo de amor, o amor Te dizer EU TE AMO, E VCE OUVIR TE AMO TAMBÉM MEU AMOR, existe isso?
Um amor tão intenso, tão verdadeiro, tenho saudade de tudo que se foi, de tudo que poderia ter sido, mas que infelizmente nunca mais voltará este tempo que todos se Amavam.

Autora Sonia Dias Freitas

Vida

on out23 2008

                                                                               

 

 

Vida o bem mais precioso

Cada dia nasce uma nova esperança

Por um amor… Por sonhos a ser realizados

Amigos verdadeiros que juntos nos acompanham no dia a dia

Os mistérios que a vida nos apresenta

Amores diferentes da gente

Pessoas que não nos aceita como somos…

 

 

Filho que tanto amamos… Mas nem sempre fazem o que ensinamos

Amigos que amamos… E que muitas vezes somos rejeitados por eles

Ressentimentos que machucam os nossos corações

Corações que nunca guardam rancor…

Porque amam de verdade o seu próximo

Temos o dever de respeitar cada um… Com sua individualidade

Sua maneira de ser e pensar… Mesmo que eles nos machuquem

 

E por último o sentimento do ciúme

Que tanto nos afeta

O ciúme que é a arma dos inseguros…

Uma obsessão doentia…

Que quase sempre acaba com  os relacionamentos

A vida com seus altos e baixos

Mas o melhor de tudo isso…

É poder viver para aprender e tirar o melhor para o nosso crescimento espiritual.

 

Autora Sonia Dias Freitas

Êxtase total!

on out15 2008


Eu tinha acabado de chegar à casa da praia, queria descansar e ficar sozinha.
Cheguei já era quase dez da manhã, estava com fome, preparei um lanche e fui sentar e ler um pouquinho gosto de ler quando estou sozinha.
O telefone toca, era meu primo Paulo dizendo que estava descendo para a praia e trazendo um amigo, pensei na hora, que droga, acabou meu sossego.
A tardezinha ele chega com o seu amigo, um cara bem mais velho que ele, me cumprimenta com um beijinho no rosto, meu primo já foi logo falando,_ vou dar uma Saída volto só “a” noite, na hora fiquei brava com ele, depois a raiva passou.
Jonas muito atencioso leva as malas para os quartos e promete não dar trabalho, ele queria escrever um pouco, e precisava de silencio para escrever, me disse _ sou escritor, Estou escrevendo um romance.
Achei ótimo, só assim eu também poderia ler meus livros e descansar.
Eu e Jonas resolvemos abrir um vinho que eles trouxeram, cortei alguns pedaços de salame e queijo e sentamos e começamos a bater papo.
Jonas era muito atencioso, um cara muito legal, quando percebemos já era muito tarde, O telefone toca, era Paulo meu primo, dizendo _ eu vou dormir aqui na casa da minha namorada, vou só amanhã á hora do almoço, na hora me deu raiva novamente, depois pensando bem, estava tudo tão gostoso, a companhia de Jonas estava me agradando muito.
Resolvemos ir para cozinha preparar uma pizza, enquanto eu o preparava ele arruma a mesa e foi tomar um banho.
Logo que saiu fomos para mesa e continuamos a beber mais vinho, estava me sentindo um pouco tonta, não tinha costume de beber nada de bebida com álcool.
Jantamos e fomos lavar a louça, ele me ajudando o tempo todo, riamos muito, pois ele era muito desajeitado na cozinha, fomos para sala, sentamos no sofá ele falava comigo, Eu não escutava nada, estava totalmente tonta do vinho, ele chega mais próximo de mim, coloca suas mãos em minha nuca, e me da um beijo, que quase perco o ar, lembro-me Que relaxei e me entreguei aquele beijo, começamos a ficar mais empolgados pela situação que ali se encontrava, era um clima de amor e fascinação.
Fomos para o quarto, tudo acontecia com a maior naturalidade, beijos e mordidas e chupadas no pescoço, nossa tudo era tão gostoso, que podia o mundo acabar.
Muitos afagos dados por ele, ele com tanta exaltação me amava, eu só me entregava as Suas caricias, aqueles braços fortes me envolvia de um jeito que nem dava para escapar.
Mas ótimo porque eu nem pensava em fazer isso, sua boca queimava na minha boca, com beijos fortes e molhados.
Nossos corpos pegavam fogo, mas tudo era perfeito, um êxtase total de amor, ternura.
E muito sexo correspondido, isso era a diferença, nos amávamos por inteiro.
Não havia inibição e nem bloqueios de nenhum de nos dois.
Cansados fomos para o chuveiro, ali começamos tudo de novo, foi tudo tão bom, tão puro, que acabamos nos apaixonando.

Autora Sonia Dias Freitas

Fazenda Esmeralda e o Catapora

on out14 2008


Em meados dos anos 60, na fazenda Esmeralda situada no cravinote, havia nos fundos da fazenda um rio que dava muito peixe.
Salvador era o peão da fazenda, homem muito medroso, os pescadores que ali visitavam Nunca mais voltavam, e sempre que ali apareciam novos pescadores, Salvador dava um jeitinho de contar para eles antes que eles entrassem no rio.
Salvador contava que ali tinha um ser muito feio, ele não sabe dizer se era bicho, gente, Ou ser de outro mundo, conta ele que era um ser de médio porte, meio corcunda, de olhos bem grandes, dentes afiados, e usava uma capa preta nas costas, andava em cima da água, e logo que avistava os pescadores ele vinha soltando ruídos que apavorava todos os que ali estavam, e todos saiam na correria e nunca mais voltavam.
Deu se o nome de catapora para o estranho, ele tinha bolas vermelhas pelo Corpo todo, quando anoitecia ele andava pela fazenda, ouvia se barulhos em volta da casa.
Salvador conta que de repente de madrugada começava barulhos como se alguém jogasse sementes na casa de madeira, mas no outro dia nada tinha não chão,
Logo que começava a escurecer Salvador o peão se trancava no galpão onde ele dormia, E ninguém conseguia tirar ele de lá, ele dizia que as vezes ouvia passos em volta do Galpão, mas não tinha coragem de sair pra ver o que era, achava que o catapora estava sempre pronto para atacar aquele que tivesse coragem de aparecer em sua frente
Anos depois ele sumiu e nunca mais foi visto pelos novos pescadores que ali chegavam.
Catapora bicho, ou ser de outro mundo, não importa o que importa e que ele assustou muita gente por ali, e nunca mais foi visto.

Autora Sonia Dias Freitas

Mentira tem perna curta

on out10 2008

Laura e Pablo já estavam casados há muitos anos…

Viviam razoavelmente bem, tudo já tinha acontecido com eles…

Brigas por ciúmes… Desamor por ambas as partes… Brigas por intrigas de família e tudo que costuma acontecer no dia a dia de um casamento sem cumplicidade.

No começo do casamento Pablo era muito mulherengo, adorava sair com amigos para beber a noite depois do trabalho, e voltava pra casa já altas horas da noite.

Laura nada podia perguntar a ele, ele ficava furioso e dizia_ Não lhe devo satisfações.

O tempo foi passando e Laura começa ter crises de ciúmes porque Pablo mal se encostava a ela para um gesto de carinho.

Eles tinham um comércio e os dois trabalhavam juntos, Laura preferia este trabalho para ficar com seus filhos pequenos junto a ela, foi sempre assim, cuidou de seus filhos sempre do seu lado até adolescentes ficarem.

Anos se passaram… Pablo começa trabalhar em uma empresa multinacional, viaja o tempo todo a trabalho, têm sempre reuniões da empresa, um dia Pablo chega a Laura e diz_ Vou ter que viajar para uma reunião da empresa, Ana vai logo dizendo_ Posso aproveitar carona para ver meus parentes, ele diz que não dá… Pois terá que levar dois amigos de trabalho juntos, já tinha oferecido carona a eles, ela fica triste, mas aceita numa boa.

Arruma a mala dele, deixa tudo pronto para ele viajar de madrugada.

Ana acorda as quatro e meia da manhã prepara o café, e vai abrir o portão para ele.

Ele a beija… Ela se despede e diz_ Boa viagem e não corra.

Pablo fica cinco dias fora, quando retorna está tudo como sempre, Ana muito organizada deixa tudo perfeitamente como ele gosta, e no trabalho vai tudo bem.

Dias se passam Pablo está na estrada como sempre, toca o telefone e Laura vai atender.

_Aló!

_Quer falar com quem?

Do outro lado responde_ Olá eu sou Verá amiga do Pablo, ele está, por favor?

_Pablo está viajando a trabalho, gostaria de deixar algum recado?

_Diz a ele que a Vera ligou que agradeço pela viagem que fizemos juntos.

_Ana logo vai perguntando foi boa então?

_Sim… Trabalhamos na mesma empresa e fomos juntos, paramos em um restaurante maravilhoso na estrada ele me falou muito dos filhos.

_Vera pergunta? _ Quem e você?

Laura furiosa e controlada diz_ Sou a esposa dele Vera.

Vera continua falando sobre a viagem deles e dizendo que Pablo havia convidado para um final de semana para ir a sua casa.

_Diz a Laura que ele e maravilhoso muito carinhoso, que nunca havia conhecido alguém assim como ele.

Laura despede-se dizendo que tem alguém chamando no portão.

Desliga o telefone muito nervosa e vai logo ligando para Pablo.

_Pablo tudo bem querido?

_Sim o que ouve?

_Nada não amor, só liguei para te avisar que teremos visita no sábado.

_Puxa não falei que tinha outros planos para este fim de semana, eu já tinha compromisso.

_Mas amor a visita e pra você.

_Fala logo quem é?

_É sua amiga Vera, aquela que viajou com você, que você fez tantos carinhos,

Aquela que você a levou sozinha no meu carro, e não quis me levar só para poder ficar a sós com ela.

Pablo só ouvia Laura falar.

Laura desliga o telefone com muito ódio do marido.

Resolve deixá-lo, pois não era a primeira vez que ele havia mentido assim.

Resumo desta história, Não adianta mentir pode passar anos, um dia a verdade vem a tona.

Uma Casa Muito Estranha

on out10 2008

Era um dia chuvoso no interior de São Paulo, o céu estava cinzento e muito frio.
Ana prefere ficar em casa e arrumar tudo, havia se mudado há uma semana e com O trabalho ainda não tinha tido tempo para organizar tudo.
Ana tinha herdado está casa de um tio que ao falecer deixou a ela de herança, já que ela era sua única sobrinha e afilhada.
Ele havia falecido alguns meses atrás do coração.
Era uma casa muito grande e muito confortada, Ana sempre quis morar sozinha aproveitou a chance que a vida estava lhe dando e seu querido tio, que Deus o tenha.
Ana resolveu chamar a dedetizadora porque havia barulho pela casa, ela achava que podia ser ratos, já que era uma casa antiga e com sótão e porão.
No fundo da casa havia uma grande área de lazer, com quarto banheiro e até piscina, Havia também  perto da piscina uma cadeira de balanço, era de seu tio, ele não deixava ninguém tirar aquela cadeira de lá, então Ana resolveu deixá-la como ele sempre deixou.
O quarto de Ana a janela dava para o fundo e se via muito bem a piscina Ana cansada… Toma seu banho e vai se deitar deixa a TV ligada bem baixinho para pegar no sono.
Ana acorda com gritos de socorro, socorro, socorro por varias vezes, ela assustada levanta… E vai até a janela e abre bem devagar vem do fundo os gritos, ela chorando abre deixa a janela meio aberta e ver a cadeira de balanço dentro da piscina.
Ela nervosa corre para o andar de baixo e chega á sala e liga para Juliana sua melhor amiga e conta o que ouve chorando sem parar.
Juliana meia hora depois chega com seus dois irmãos policiais na casa, batem e Juliana… Grita Ana pode abrir sou eu.
Ana corre para os braços da amiga muito nervosa e chorando sem parar, Os irmãos de Juliana vão até o fundo  elas vão atrás, e Ana ver tudo normal, a cadeira estava no mesmo lugar de sempre.
Ela muito nervosa fala que ouviu e viu a cadeira na piscina, Juliana resolve pedir para Os irmãos irem embora que ela ficaria com Ana naquela noite.
Tomam um chá e vão se deitar, já era mais de três da manha quando os gritos começam de novo, socorro, socorro, socorro, elas acordam e se abraçam chorando elas gritam de pavor, Ana e Juliana vão até a janela novamente e abre bem devagar, a cadeira esta na piscina novamente elas gritam e vai ao andar de baixo na sala ligar para os irmãos de
Juliana, mas quando chegam perto do telefone a cadeira de balanço estava do lado do telefone balançando muito, elas gritam e volta para o quarto e lá fecham a porta em prantos lá elas ficam desesperadas.

FIM

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